quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vendedores trabalham pra vender, não é mesmo?



Essa pergunta, com óbvia resposta numa primeira observação, veio de um impulso sarcástico imbuído de uma sensação de algo como "rir pra não chorar".

Depois de inúmeros mal atendimentos por aí resolvi, mais uma vez, afogar as mágoas por aqui e, para que o leitor, sendo ou não vendedor, possa refletir ou até mesmo contribuir com suas idéias ou sugestões para minimizar esse fato.

Ter uma boa educação, ser atencioso, se colocar no lugar do outro, ser paciente, etc. são características fundamentais tanto para o vendedor quanto para o cliente, mas nem todos parecem ter esta noção.

Há inúmeros livros, dvd's, workshops, seminários, oficinas e cursos presenciais que tratam sobre como aumentar as vendas - mas muitos parecem não se interessar alegando que conhece todas as técnicas e "macetes" do mundo comercial, seja esse por experiência própria ou transmitido por colegas ou pais. Não vou entrar neste mérito pois, de fato, muita gente já nasce com muito potencial para "vender o seu peixe". Mas o fato é que muitos não conseguem e/ou não se dedicam.

O bom atendimento é essencial. Se eu for em uma loja (ou outro lugar que se venda alguma coisa) e sou bem atendido, vou sair satisfeito de lá - mesmo que no momento eu não compre nada. Terei aquila atitude do vendedor como referência e até indicarei o local a outras pessoas. É essa noção que o pessoal deve ter - e não tão-somente o investimento em marketing externo.

Não preciso citar todos os casos que acontecem comigo, mas o mal atendimento já é notório em muitos lugares por aqui. O pior é que não temos muita opção.

É raro vermos, por exemplo, uma caixinha nas lojas para os clientes informando "deixa aqui sua sugestão ou opinião", "satisfeito com nosso atendimento? Escreva-nos", etc.
O jeito, em casos extremos de não sermos atendidos ou mal atendidos, é chamar atenção ou falar com o gerente - mas só em casos extremos, por exemplo quando já se foi a paciência e o cansaço de tomar tanto chá de cadeira.
Que possamos sempre lembrar de sermos educados, de nos colocar-mos no lugar do outro.
Porém quando não há ninguém para resolver o problema, nos resta sairmos delicadamente (como quem não quer nada mesmo), dar um tchau e nunca mais voltar lá, com todo respeito e educação que devemos ter com nós mesmos, sem fazer o papel de tolos ou otários. O problema, como disse antes é, que aqui geralmente temos poucas opções! E isso em quase tudo! Mas ainda bem que os lugares aos poucos estão evoluindo...

Uma vez um amigo rezou todo o terço, em pé, esperando por apenas uma informação que não foi concedida. Ele saiu de lá sem acreditar no que aconteceu, mas com uma certa paz devido ao fato de ter acabado de rezar. Caso contrário, certamente seria diferente.

Outra coisa é tele-marketing. Quando o cara força a barra... Fala sério!
Quando ligam de banco ou financeira então... "Aqui é da VISA encontramos seu nome em nossos registros e você foi contemplado com um aumento no saldo de créditos...". Ooohhh!!!
Agradeço e digo que não estou interessado e que, se for possível, não ligarem mais.

Os vendedores de rua geralmente não fazem muita baderna. Até conversam às vezes.

Aos bons vendedores busquemos ser solidários! :)
Não custa nada dizer um "obrigado" ou dar um sorriso que seja, não é mesmo?
Isso é muito importante para os vendedores (e como!) para se motivarem e continuarem a fazer um bom trabalho.
Por outro lado, há clientes que pensam que os vendedores não estão fazendo mais do que suas obrigações... :(
Nesse sentido, percebemos que a pegunta "vendedores trabalham pra vender, não é mesmo?" não está isolada.
Na boa venda, também, cria-se laços. É claro que o fator econômico conta.
Assim, na padaria sempre vou pedir para 'aquele' senhor preparar 'aquele' sanduíche; na loja de roupas 'aquele' vendedor me atender por ser carismático e atensioso; no restaurante porque a comida é boa, variada e boa de preço; no consultório médico ou odontológico porque o profissional me atendeu super bem, etc.

Pronto, acho que consegui deixar meu recado!

2 comentários:

  1. Caro Charles. Gosto de seus textos, parabéns e boas vindas ao mundo dos blogs. Depois dá uma passada lá no www.observatorioamapa.blogspot.com
    Grande abraço, compadre!
    Luciano

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  2. É, Charles...
    Não foi só uma vez que estava escolhendo um prato no cardápio, com o garçom ao lado, e quando verbalizava a opção escolhida, encontrava-me sozinho, uma vez que o cidadão já estava longe - sem nem ao menos avisar que iria sair.
    Mas eu acho que isso tem mudado em Belém. Até uns 10 anos atrás era assim, agora é menos pior.
    Quando somos bem atendidos, até percebemos a diferença.

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